Poucas marcas podem se gabar de ter adquirido um status verdadeiramente global. E certamente nenhuma delas é tão rosa e fofa como Hello Kitty, a gatinha sem boca que se tornou um dos maiores símbolos da influência cultural japonesa sobre o resto do mundo, inclusive no Brasil.
A hoje internacionalmente famosa personagem foi criada em 1974 por uma designer japonesa chamada Yuko Shimizu, que trabalhava para a companhia Sanrio. A pedido do presidente da empresa, Shintaro Tsuji, os funcionários da empresa trabalharam em marcas que lembrassem animais.
Desde a versão inicial, o personagem não possui boca e seu rosto não expressa emoções - para que os consumidores possam "projetar nela seus próprios sentimentos", de acordo com os os atuais designers da marca. Na época, Tsuji teria saudado o desenho da gatinha com um nada amigável “não está tão ruim”. Alguns anos depois, ela se tornou o símbolo máximo do estilo "kawaii" (fofo, numa tradução livre) no Japão. Na seqüência, ela dominou o mundo.
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Mini-aspirador de pó, mouse wireless e pen drive: a gatinha branca traz tudo para o computador. (Foto: Divulgação)
O começo foi modesto: o primeiro produto a exibir a felina foi um porta-moedas. Ele trazia a imagem da personagem e a palavra “Hello!” escrita ao lado. Na época, foi vendido por cerca de 240 ienes – o equivalente a aproximadamente US$ 2 hoje. Passadas duas décadas, o faturamento da Sanrio com a marca ultrapassa US$ 1 bilhão por ano.
No Brasil, embora existam produtos licenciados da Hello Kitty há quase 20 anos, foi aberta uma subsidiária da Sanrio apenas em 2000. Um ano depois, apareceu a primeira loja oficial da personagem. Hoje já existem 26 delas, espalhadas por todo o país. “A Hello Kitty se tornou um ícone do Japão no país”, diz a presidente da Sanrio do Brasil, Helvia Shanrei. “E se engana quem pensa que ela é apenas para garotinhas: vendemos para todos os sexos e idade”, avisa.
Reprodução/Blog Hello Kitty Hell
Fuzil de assalto com logotipo Hello Kitty: fãs driblam proibição para criarem seus próprios produtos. (Foto: Reprodução/Blog Hello Kitty Hell)
A gama de produtos que levam a marca Hello Kitty ultrapassa hoje a casa dos 22 mil em todo o mundo. A variedade é gigantesca: de bonecas a eletrodomésticos, de carros a aviões, é quase impossível imaginar algo que não leve a marca da gatinha. Os únicos tabus impostos pela empresa são objetos cortantes, drogas, armas, cigarros e bebidas alcoólicas. Sim, fãs da personagem já quebraram todas essas regras por conta própria.
Infelizmente, a maior parte desses mimos não está disponível no Brasil. Para comprá-los, é preciso apelar para lojas estrangeiras. Algumas das que enviam os produtos para o país estão a própria Sanrio, a Spectra, a J-List e a Amazon.
Confira a seguir alguns dos mais interessantes, selecionados pelo G1:
União de ícones
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Case, recarregador e auto-falantes para iPod celebram a união de dois ícones. (Foto: Divulgação)
Não há nada mais lógico do que juntar uma marca cultural como a Hello Kitty com um ícone tecnológico como o iPod, da Apple. O resultado é um conjunto de acessórios que inclui não só um aparelho próprio da versão nano - com seis gigabytes de memória - como também uma linha completa de acessórios. Entre eles se destacam um conjunto extra de auto-falantes externos, um recarregador especial para ser conectado no painel do carro e até um case (revestimento) personalizado.
Reprodução/Blog Hello Kitty Hell
Notebook LaVie tem a tampa revestida por 299 cristais. (Foto: Reprodução/Blog Hello Kitty Hell)
A marca também aparece na linha de computadores Swarovski-NEC. Com a tampa pontilhada por 299 cristais da Swarovski – desenhados no formato do logotipo da Hello Kitty -, o notebook LaVie possui monitor de 15 polegadas. O preço é de aproximadamente US$ 1.700 (R$ 3 mil). Outros componentes de informáticas que levam o selo Hello Kity incluem pen drives e mouses sem fio.
Fonte: G1 o Portal de Noticias da Globo